futebol
Champions: Benfica-Real Madrid, 4-2 (crónica)
Estava escrito nas estrelas
Além de precisar de vencer o Real Madrid, o Benfica precisava de um alinhamento cósmico - que se viria a revelar perfeito - para resgatar uma presença quase utópica no play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões.
O que se passaria em muitos dos outros palcos nos quais se jogava também o futuro dos encarnados era do domínio do incontrolável. Por isso, restava – como se fosse coisa pouca (!) – à equipa de José Mourinho ir em busca da sua própria felicidade sem o peso de outras batalhas que se cumpriam à mesma hora.
E isso implicaria enfrentar o maior clube da história e fazer-lhe frente como há seis décadas, quando o Real Madrid já era enorme e o Benfica lhe fazia frente na luta pela soberania europeia como naquelas tardes em Amesterdão e na antiga Luz, e sem medo de efeitos colaterais que pudessem trazer o arrojo de apostar em Prestianni e Schjelderup de início e de abdicar de um médio puramente defensivo.
«Ou matas ou morres de pé», afirmara, na véspera, Mourinho, que também avisara que o Benfica teria de ser mais eficaz do que fora oito dias antes em Turim.
E o mote lançado por Mourinho pareceu começar a transformar-se em profecia ao fim de meia-hora. Porque o Benfica falhava em capitalizar o muito que jogava diante de um Real que, ainda que lhe falte a saúde de outros tempos, nunca deixa de ser MADRID.
E porque o golo de Kylian Mbappé completava o círculo perfeito do que do que o técnico das águias temia.
Estava escrito nas estrelas.